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    Para todos os senhores senadores em 2018

    Os emails dos leitores chegam pedindo minhas opiniões sobre os últimos acontecimentos no Senado. O que dizer? Primeiro repetir aos companheiros que entendo pouquíssimo de tudo e muito de nada.

    O Senado origina-se de um milenar conceito  como o ikigai oriental cujas raízes se encontram em um ancião senare que significa agir em qualidade de ancião, que se ramifica com senex, velho ou senhor.

    Daí, desde suas raízes, o Senado seria o local em que se pretende um conjunto de notáveis velhos, anciãos, senhores ou senadores que dirijam os caminhos de um estado, conduzindo o povo sob sabedoria e ética.

    Ética é outro conceito que não custa repetir até cristalizar-se em idéia. Diferencia-se aquilo que é ético do que não é ético através de uma pergunta: “Isto é bom para todos?” Se a resposta for NÃO, é não ético. Se for SIM, é ético. Kant é o criador deste ensinamento.

    Quando o octogenário Senador é pego com as mãos em atitude a ser debatida se foi ético ou não o procedimento, deve-se recorrer à pergunta. Parece que segundo as pistas que a mídia fornece, indicou o namorado da filha de seu filho, para um cargo no Senado.

    Isto é bom para todos?

    Teríamos dois caminhos. Um, a indicada pelo nosso Guru e Timoneiro de idéias e pré-conceitos ensinando, que uma coisa é matar, outra roubar outra indicar alguém para um posto de trabalho público. Nossa Excelência é adepta da Flexibilização da Ética. Um conceito dele.

    A outra seria a de darmos um jeito brasileiro nas propostas à medida que forem surgindo. Seria mais ou menos assim, como considerarmos não ético a contratação do namorado da neta, pois qual avô não se curva frente à netinha do coração?

    Como desatar esse nó de insignificância absoluta, uma vez que as grandes questões e imbróglios nem de perto, muito menos de longe foram ou são diligenciados ou pesquisados. O mensalão, o castelo, os assassinatos dos prefeitos e outras coisinhas impunes, acima do bem e do mal.

    Voltemos à recomendação do nosso presidencial e façamos uma ampliação de sua exposição. Não devemos confundir crime de sangue com indicação de futuro membro da famiglia ao serviço público.

    Flexibilizemos a ética a favor da atitude do velho Senador. Criemos um teorema senatorial brasileiro, ou seja, todos os namorados de todas as netas desse Brasil de norte a sul ou de leste a oeste serão servidores do Senado da República, cqd ou como queríamos demonstrar.

    Diminuiríamos o índice de desemprego da noite para o dia. E o que é mais emotivo, quase nostálgico, que daria material infindo as roda de samba, todos os avós brasileiros seriam felizes para sempre.

    Isto é bom para todos?